De sua janela, ela o observava...


Ele parecia tão solitário, e ao mesmo tempo tão seguro de si mesmo e de suas convicções...
Parecia um cara simples, com gestos simples, inerte em seu mundinho...
E isso a encantava...
Todas as tardes, sentava sempre sozinho na praça, aquele era seu banco, seu lugar...
Tinha um mistério em seu olhar, um segredo que ela desejava desvendar...
Algo nele a impulsonava a conhecê-lo, a estar com ele...
E aquela pequena distância entre ambos, ainda a amedrontava a aproximar-se...
Quem sabe um dia, ele olharia para a janela, e a notaria... 
Era seu pedido todas as noites...

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