QUERIA AQUELE TEMPINHO DE VOLTA

Queria de volta aquele tempo onde eu era forte, onde eu sabia resistir. Aquele tempo onde nada me abalava, quando eu sabia ao menos fingir uma falsa frieza, fingir que não sentia nada e tudo era normal. Hoje em dia é que dói, porque eu não sei mais como não me entregar. Não sei mais negar o que está escrito em meus olhos. E se você prestar atenção, vai perceber.
As máscaras já estão muito pesadas para que eu possa carregá-las sem dificuldade, sem ter que segura-las as vezes, se ter que aperta-las um pouco. Essa fraqueza que existe agora, só deixa mais evidente verdades que eu não posso esconder, as coisas que não posso mais omitir. Se é fácil notar, acabo confessando o que antes se mantinha em segredo. Eu sinto falta de quando podia disfarçar, de fingir que nada acontecia e tudo estava bom, mas agora sei que vais entender meus sentimentos assim que me ouvir tentando contar uma mentira. Já não sei me manter em pé, me sinto vulnerável, com minha realidade exposta, com os meus segredos que não consigo mais guardar só para mim.

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